terça-feira, novembro 12, 2013

Unidades de Polícia Pacificadora e as Comunidades Pacificadas?


Amigo(a) Leitor(a),
Não posso deixar de comentar neste mês, onde homenageamos “os entes queridos” que se foram para um lugar melhor(02-Finados), a Proclamação da República Federativa do Brasil(15) e também, o Dia da Consciência Negra/Zumbi dos Palmares(20) neste mês corrido de Novembro e que passará “voando” e as festividades de final de ano, já apontando nos comércios e agitando as famílias, gastos e mais gastos por vir, então...vamos nos preparar. Mas, quero escrever um pouco, e na verdade, a minha opinião sobre as UPP´s implantadas em algumas regiões da Cidade. No início, me pareceu uma grande forma do “Estado” em retomar as áreas dominadas pelo narcotráfico e outras por milícias, devolvendo a PAZ a seus moradores e possibilitando maiores investimentos públicos de educação, saúde, lazer e outros. A vinda das “unidades” com contingente preparados para lidar com os problemas sociais nas comunidades, intervenções em pequenos conflitos, em colocar ordem e mostrar que o poder público se faz presente naquelas comunidades pacificadas, infelizmente não é o que observamos no dia-a-dia, o que saí veiculado na imprensa e relatos de moradores. O “Estado” mostra-se despreparado para lidar com os moradores daquelas áreas pacificadas, um total desrespeito ao direito constitucional de ir e vir, impondo “toque de recolher” mesmo que “velado” e não admitidos pelas autoridades de segurança, o que parecia uma solução, hoje se demonstra “preocupação”. Vários são os “conflitos” enfrentados em decorrência da “violação” dos Direitos Humanos e da Cidadania: Assassinatos, extorsão, agressão, ameaças...enfim, muito triste esta situação, a inoperância pública. Um instrumento criado pela própria Secretaria de Segurança Pública, que são os Conselhos Comunitários de Segurança/CCS, sequer são mencionados pelas “autoridades” mesmo sendo uma instância legítima do “controle social” e com a participação popular e que poderiam em muito, somar esforços e colaborar com a proposta de intervenções de cada unidade das UPPS’s(sim, pois cada comunidade tem sua especificidade), nem ouço falar. Sinceramente, as vezes me pego a pensar...será que o “Estado de Direito” é mera ilusão? Será que os “poderosos” ou que se acham poderosos, querem mesmo a pacificação no Rio de Janeiro? É muita grana em jogo, vários interesses escusos e por baixo do pano...e que não querem que nós (POVO) saibamos. Vai ser muito difícil implantar uma “Política de Segurança Pública” sem a participação popular, onde as “pessoas e a preservação da vida” sejam mais importantes e prioridades absolutas e acima de tudo e de todos os demais interesses. Mesmo assim, ainda estou otimista. Melhor sempre será a presença do “Estado” com farda, distintivo e crachá...há bandidos, roubos e drogas. Que venha a UPP para nossas comunidades ainda não pacificadas, que venha a invasão social, que venha a dignidade e a paz que todos nós queremos.
Que Deus nos abençoe sempre.

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